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|Streaming| Cinema coreano contemporâneo e obras de Carl Theodor Dreyer são destaques na Filmicca em abril

|Streaming| Cinema coreano contemporâneo e obras de Carl Theodor Dreyer são destaques na Filmicca em abril

Clássicos do cinema canadense também estreiam na plataforma.

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'O Nosso Mundo' (2016), de Yoon Ga-eun.

 

A FILMICCA acaba de anunciar as estreias de Abril de 2025 com uma seleção diversa composta por 16 filmes e contendo obras contemporâneas da Coreia do Sul como “O Nosso Mundo”, de Yoon Ga-eun, o retorno dos filmes de Carl Theodor Dreyer, incluindo a obra-prima “A Palavra”, clássicos canadenses como “Roadkill” e a trilogia de Vancouver do diretor Larry Kent, em versão restaurada.

CINEMA COREANO CONTEMPORÂNEO

Quatro longas do cinema da Coreia do Sul estreiam ao longo deste mês.

Começando com “Inverno à Luz da Lua”, de Lim Dae-hyung, apresentando no Festival de Busan. Na história, a estudante Saebom mora com sua mãe Yunhee, que após um divórcio difícil, nunca compartilha seus sentimentos com sua filha. A jovem encontra uma carta de amor de Hokkaido, no Japão, direcionada para sua mãe, e começa a se perguntar sobre o passado misterioso dela. Com a oportunidade de se aproximar de sua mãe, Saebom cria um plano para encontrar quem enviou a carta, e as duas embarcam em uma viagem para o Japão. Estreia em 04 de Abril.

Apresentado no Festival de Berlim, “O Nosso Mundo” é o primeiro longa da diretora Yoon Ga-eun. No filme, Sun é uma solitária estudante do ensino fundamental que, embora desesperada para fazer amigos, continua socialmente excluída. Quando Jia, uma nova aluna se junta à sua turma, as duas se tornam amigas íntimas durante as férias de verão, passando tempo na casa uma da outra. Inicialmente, a casa de Jia traz a segurança e o conforto que nem o próprio espaço doméstico de Sun nem a sala de aula são capazes de fornecer. No início do novo semestre, no entanto, sua nova amizade é testada, pois Sun continua a ser alvo de bullying por suas outras colegas de classe... Estreia em 11 de Abril.

No dia 18, uma joia rara chega ao acervo. “Uma Vida Nova em Folha” foi apresentado no Festival de Cannes em 2009. Dirigido por Ounie Lecomte, o filme segue a pequena Jin-hee, que é levada pelo pai para um orfanato perto de Seul. Ele a deixa lá para nunca mais voltar, e ela luta para lidar com seu destino. Jin-hee acredita desesperadamente que seu pai voltará para buscá-la e a levará em uma viagem. 

Completando as estreias dedicadas ao cinema coreano contemporâneo, apresentamos o segundo longa de Yoon Ga-eun (“O Nosso Mundo”). Em “Um Lar para Nós”, a diretora conta a história de uma garota de uma família problemática que faz amizade com duas meninas mais novas, e então ela começa a sentir uma sensação de pertencimento, e acolhimento, enquanto se aventuram na praia. Estreia em 25 de Abril.


O CINEMA DE CARL THEODOR DREYER

Quatro filmes do mestre dinamarquês retornam ao acervo da FILMICCA no mês de Abril.

Começando por “A Palavra”, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e que completa 70 anos em 2025. Esta obra-prima de Dreyer segue três filhos do devoto fazendeiro dinamarquês Morten. Eles têm crenças religiosas completamente diferentes. O filho mais novo, Anders, compartilha a religião do pai, mas o filho mais velho, Mikkel, perdeu a fé, enquanto o filho do meio, Johannes, tornou-se delirante e proclama que ele é Jesus Cristo em carne e osso. Quando Inger, a esposa de Mikkel, passa por um parto difícil, as crenças de todos são colocadas à prova. O filme chega ao acervo no dia 04 de Abril.

Na semana seguinte, dia 11 de Abril, estreia “Dias de Ira”, realizado nos anos 40. Nesta obra impactante que se passa em uma vila dinamarquesa no início de 1600, Dreyer explora a história de uma jovem chamada Anne, cuja mãe era considerada uma bruxa, e que desenvolve simpatia por Marte, uma mulher acusada de bruxaria. O pastor Absalon, marido de Anne, intervém e se recusa a ajudar Marte. Quando o filho dele retorna para casa e se sente atraído por Anne, é uma questão de tempo até que o destino de sua família a alcance.

Um clássico do cinema, e realizado no início da década de 30, a obra de horror “O Vampiro” estreia no dia 18 de Abril. Na obra, um estudante do ocultismo encontra fantasmas sobrenaturais e malfeitores locais em uma vila nos arredores de Paris. Um conto clássico e macabro que possui diversos fãs ao redor do mundo, incluindo Guillermo del Toro.

Completando a retrospectiva, “Gertrud” foi o último longa realizado por Dreyer. Uma mulher romântica incurável habita um ambiente de artistas e músicos da virada do século, onde ela persegue uma noção idealizada de amor que sempre a iludirá. Ela abandona seu distinto marido e abraça um caso com um jovem pianista de concerto, que fica aquém de seu desejo por um afeto duradouro. Quando um antigo amante retorna à sua vida, novas decepções se seguem, e a mulher deve tentar chegar a um acordo com a realidade. Estreia no dia 25 de Abril.


CLÁSSICOS DO CINEMA CANADENSE

Quatro obras clássicas do Canadá, e de diferentes décadas, estreiam em Abril em versões restauradas.

Ramona trabalha em uma agência de shows e é enviada para procurar a banda de rock Children of Paradise que desapareceu. Como ela não sabe dirigir, ela tem que pegar o trem e o ônibus e, eventualmente, alguma carona. Em seu caminho pelo interior do Canadá, ela conhece as pessoas mais estranhas, e aprende a dirigir, o que leva a alguns problemas no caminho. Esta é a premissa de “Roadkill”, um clássico do Novo Cinema de Toronto com seu estilo punk rock livre, com uma trilha sonora lendária cheia de talentos locais (e os Ramones). Dirigido por Bruce McDonald, o filme estreia em 04 de Abril.

“Garotas Canibais” foi um dos primeiros filmes realizados por Ivan Reitman (“Os Caça-Fantasmas”). Os atores Eugene Levy e Andrea Martin estrelam esta paródia de terror canadense como um casal em férias românticas que se instala em uma pequena e pitoresca pousada administrada por um trio de mulheres que os querem para o menu de amanhã. O filme conta com um sinal de alerta, da versão original exibida nos cinemas na época, que ao tocar, era para o público fechar os olhos, se estivesse enjoado. Estreia em 11 de Abril.

O que uma garota deve fazer quando sua família se muda para uma cidade pequena e onde não há um time de hóquei feminino? Para Cathy Yarrow, a resposta é simples: colocar suas proteções de goleira e tentar entrar para o time de estrelas masculino.

O apresentador local não acha que o lugar de uma garota é em uma arena de hóquei. Nem o magnata da madeira Bill Moss, o patrocinador do time. Mas Cathy se mantém firme entre as traves, ajudando o time a ganhar jogos enquanto conquista aliados leais como a estrela do time Spear Kozak e o técnico Willie Liepert, interpretado por Rick Moranis.

“Noite de Hóquei”, de Paul Shapiro, é uma história sobre adolescentes, as lutas políticas de uma cidade pequena e o triunfo sobre as expectativas e pressões do mundo adulto. Estreia no dia 18.

Completando os lançamentos está o excepcional “Arcanjo”, do visionário realizador Guy Maddin. Literalmente um filme como nenhum outro, esta estranha, selvagem e extraordinária obra é tanto um melodrama quanto uma paródia. Com uma impressionante fotografia em preto e branco, Maddin conta uma história de amor obsessiva na cidade russa de Archangel, repleta de torres com abóbadas e habitada por gente bastante estranha, que recebe um grupo de hóspedes durante o avanço bolchevique, em 1919. Os moradores do local parecem sofrer de amnésia e, por conta disso, não se lembram do fim da Primeira Guerra Mundial, ocorrido há três meses. O soldado John Boles está no centro desta narrativa circular. Ao chegar à cidade, apaixona-se imediatamente por Veronkha ao confundi-la com sua amada morta, Íris. Mas a moça já é casada com o veterano de guerra Philbin, embora não se lembre muito bem disso. Ali, Boles tenta recuperar a amada Íris, a perna amputada e as próprias raízes. Estreia no dia 25.


A TRILOGIA DE VANCOUVER DE LARRY KENT

Estudante de psicologia e teatro na Universidade da Colúmbia Britânica, Larry Kent decidiu realizar o primeiro filme canadense totalmente independente de Vancouver nos anos 60. Essa obra divisora de águas, “Uma Vida Amarga”, foi um filme beatink, sem orçamento e inspirado na Nouvelle Vague que instantaneamente causou controvérsia por sua nudez, uso de drogas e conversas sexuais francas. Muito picante para distribuição comercial, o filme provou ser um chamariz para os universitários e foi exibido em campi canadenses, gerando um lucro considerável, e irritando os censores locais, ao longo do caminho. Esse foi o início de sua carreira, que se seguiu com outros dois filmes, que junto com seu primeiro longa, deram originem a Trilogia de Vancouver, distinguindo ainda mais o diretor como um enfant terrible da Costa Oeste que retratou as revoluções sociais, culturais e sexuais da década de 60 da cidade. Em 1967, Kent se mudou para Montreal, onde continuou (e continua) a produzir um cinema provocativo. Confira a ordem das estreias e sinopses:

“Uma Vida Amarga” estreia no dia 11 de Abril. Com um emprego sem futuro e uma namorada potencialmente grávida colocando sua liberdade em risco, Des mergulha em amargura, misantropia e fantasias de crimes violentos. Ao visitar um amigo doente numa tarde, ele cruza o caminho de Laurie, igualmente cansada, até mesmo suicida. Ela é uma jovem mãe que trabalha como garçonete para sustentar seu filho e seu esforçado marido dramaturgo. Desesperados para recapturar um senso de vitalidade, e arrecadar dinheiro para o aluguel, este casal problemático convida Des e um grupo de beatniks locais para uma festa hedonista que culmina em uma série de atos chocantes de violência e traição.

No dia 18 estreia “Doce Substituta”, a segunda parte da trilogia. Ocupado com seu último ano do ensino médio, o inteligente aspirante a professor Tom está determinado a conseguir uma bolsa de estudos ilusória, mas seu trabalho duro é constantemente interrompido por sua verdadeira obsessão: conquistar o sexo oposto. Em pouco tempo, ele desenvolve um romance com a ex-colega de classe Elaine, que persistentemente recusa seus avanços sexuais. Isso inspira Tom a considerar outras opções, incluindo sua bem-humorada companheira de estudos Kathy. Mas quando eles levam sua amizade para o próximo nível, complicações chocantes ameaçam atrapalhar o futuro de Tom, inspirando seus amigos a tomar medidas drásticas.

A terceira, e última, parte da trilogia, “Quando o Amanhã Morre”, estreia no dia 25. A dona de casa frustrada Gwen James se sente como pouco mais que uma serva de seu marido contador e de suas duas filhas. Dedicando todo seu tempo às necessidades delas, e às demandas de seu pai rabugento, ela sente seu senso de autoestima escorregando. Enquanto Gwen luta com pensamentos cada vez mais desesperadores, ela escapa para um mundo de fantasia glamorosa e eventualmente encontra um novo senso de propósito ao se matricular em um curso universitário, onde cria um vínculo especial com seu jovem professor. Mas quando Gwen retorna a um estado mais jovem e despreocupado, sua família mergulha no caos.


BATIMENTOS POR MIZU

Completando os lançamentos do mês, está o média-metragem japonês “Batimentos por Mizu”, da diretora Miki Tomita. 

Sumiko é uma estudante universitária que é abençoada (ou sofre) com uma habilidade especial de captar instantaneamente o BPM (batidas por minuto) de quase tudo. Um dia, ela conhece um garoto que inexplicavelmente faz seu próprio coração disparar!

Estreia no dia 4 de Abril.

 

Em Abril de 2025 na FILMICCA:

04/04: Inverno à Luz da Lua, de Lim Dae-hyung (Coreia do Sul, 2019) – 14 anos

04/04: Roadkill, de Bruce McDonald (Canadá, 1989) – 16 anos

04/04: Batimentos por Mizu, de Miki Tomita (Japão, 2019) – 14 anos

04/04: A Palavra, de Carl Theodor Dreyer (Dinamarca, 1955) – 14 anos

11/04: O Nosso Mundo, de Yoon Ga-eun (Coreia do Sul, 2016) – 12 anos

11/04: Garotas Canibais, de Ivan Reitman (Canadá, 1973) – 18 anos

11/04: Uma Vida Amarga, de Larry Kent (Canadá, 1963) – 16 anos

11/04: Dias de Ira, de Carl Theodor Dreyer (Dinamarca, 1943) – 14 anos

18/04: Uma Vida Nova em Folha, de Ounie Lecomte (Coreia do Sul, França, 2009) – 12 anos

18/04: Noite de Hóquei, de Paul Shapiro (Canadá, 1984) – 12 anos

18/04: Doce Substituta, de Larry Kent (Canadá, 1964) – 16 anos

18/04: O Vampiro, de Carl Theodor Dreyer (Alemanha, Dinamarca, 1932) – 14 anos

25/04: Um Lar para Nós, de Yoon Ga-eun (Coreia do Sul, 2019) – 12 anos

25/04: Arcanjo, de Guy Maddin (Canadá, 1990) – 16 anos

25/04: Quando o Amanhã Morre, de Larry Kent (Canadá, 1965) – 16 anos

25/04: Gertrud, de Carl Theodor Dreyer (Dinamarca, 1964) – 

Serviço:

Onde assistir: www.filmicca.com.br ou nos apps para Smart TVs Samsung, LG ou com Android/Google TV (Philco, Sony, TCL, AOC, Phillips, entre outras), Apple TV e Amazon Fire TV. Disponível também em tablets e smartphones com sistema Android e iOS. Os aplicativos possuem compatibilidade com Chromecast.

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